Em 2025, o Brasil teve mais de 4,1 milhões de afastamentos do trabalho por incapacidade temporária, o maior volume dos últimos cinco anos. Apenas com o pagamento desses benefícios, o INSS desembolsou cerca de R$ 3,5 bilhões.
Conheça o ranking atualizado das doenças que mais afastam os profissionais brasileiros, os fatores de risco por trás de cada uma e, principalmente, como as empresas podem agir para reverter essa tendência.
Qual a maior causa de afastamento do trabalho no Brasil em 2025?
A principal causa de afastamento do trabalho no Brasil em 2025 foi a dorsalgia (dor nas costas), com 237.113 benefícios concedidos pelo INSS.
Essa doença lidera o ranking de afastamentos por incapacidade temporária pelo terceiro ano consecutivo.
Os transtornos mentais (ansiedade e depressão) vêm logo na sequência, formando juntos o segundo maior grupo de causas de afastamento no país.
Quais são as principais causas de afastamento do trabalho em 2025?
As principais causas de afastamento do trabalho no Brasil em 2025 foram:
- Dores nas costas (dorsalgia): 237.113 concessões;
- Lesões de disco (ex.: hérnia de disco): 208.727 casos;
- Transtornos de ansiedade: 166.489 afastamentos;
- Fraturas (especialmente perna e tornozelo): 179.743 registros;
- Lesões no ombro: 135.093 casos;
- Episódios depressivos: 126.608 concessões.
1. Dores nas costas (dorsalgia): 237.113 afastamentos
A dorsalgia é a dor sentida na coluna torácica (meio das costas), geralmente causada por má postura, esforço repetitivo, movimentos bruscos ou longos períodos em posições inadequadas.
Pelo terceiro ano consecutivo, as dores nas costas ocupam o topo das licenças médicas. Em 2025, o INSS auxiliou 237.113 trabalhadores afastados por essa condição, número muito superior aos 205.142 casos de 2024.
Fatores de risco: trabalho sentado sem ergonomia adequada, levantamento de peso sem orientação postural e sedentarismo.
2. Hérnia de disco e lesões de disco: 208.727 afastamentos
A hérnia de disco acontece quando o disco intervertebral se desgasta ou rompe, comprimindo nervos e causando dor intensa, muitas vezes irradiada para pernas ou braços.
As lesões e desgastes dos discos intervertebrais (CID M51), como as hérnias de disco, totalizaram 208.727 casos em 2025. O número representa um salto significativo em relação aos 172.452 de 2024.
Fatores de risco: movimentos repetitivos de flexão e rotação da coluna, levantamento de cargas pesadas e obesidade.
3. Fraturas: 179.743 afastamentos
As fraturas, principalmente de perna e tornozelo (CID S82), estão frequentemente associadas a acidentes de trabalho, quedas e traumas.
Foram 179.743 concessões de benefício por fraturas em 2025, um crescimento expressivo frente aos 147.665 de 2024.
Fatores de risco: ambientes de trabalho inseguros, falta de EPIs, jornadas exaustivas e deslocamentos casa-trabalho.
4. Transtornos de ansiedade: 166.489 afastamentos
Os transtornos ansiosos (CID F41) englobam: ansiedade generalizada, síndrome do pânico e outras manifestações. Entre 2021 e 2024, os afastamentos por esgotamento profissional (burnout) cresceram impressionantes 493%.
Em 2025, foram 166.489 afastamentos, um aumento de aproximadamente 18% em relação a 2024. Quando somados aos episódios depressivos, já formam o segundo maior motivo de licença do trabalho no Brasil.
Fatores de risco: pressão excessiva por metas, jornadas longas, assédio moral e instabilidade profissional.
5. Lesões no ombro: 135.093 afastamentos
As lesões de ombro no contexto do trabalho abrangem um amplo espectro de condições dolorosas, como a síndrome do manguito rotador, bursites, tendinites e outras lesões por esforço repetitivo.
Elas foram responsáveis por 135.093 benefícios concedidos pelo INSS em 2025, ficando na quinta posição do ranking geral de afastamentos.
Fatores de risco: movimentos repetitivos com os braços acima da linha dos ombros, levantamento frequente de peso excessivo, posturas inadequadas e vibrações constantes no ambiente de trabalho.
6. Episódios depressivos: 126.608 afastamentos
Os episódios depressivos (CID F32) caracterizam-se por humor deprimido, perda de interesse, fadiga e dificuldade de concentração.
Foram 126.608 benefícios concedidos em 2025, contra 113.604 no ano anterior: um crescimento de cerca de 11%.
Fatores de risco: falta de reconhecimento, isolamento social no trabalho, cultura organizacional tóxica e ausência de suporte psicológico.
Por que cada ano está aumentando o absenteísmo?
Os números de 2025 não são um acidente. Eles escancaram a sobrecarga física e emocional que atinge profissionais em todos os setores.
Problemas ocupacionais de saúde mental
O total de benefícios por transtornos mentais saltou para 546.254 concessões em 2025, um crescimento de 15,66%. Em 2024, o país já havia atingido o recorde de 472 mil afastamentos por essas causas, o maior número em pelo menos 10 anos.
O perfil mais afetado é o das mulheres: elas receberam 63,46% dos benefícios por transtornos mentais em 2025.
São Paulo lidera o ranking estadual com 149.375 afastamentos, seguido por Minas Gerais (83.321) e Rio Grande do Sul (46.738).
Especialistas apontam que, sem mudanças estruturais, o avanço dos transtornos mentais tende a se manter, impulsionado por vínculos precários, jornadas longas e instabilidade profissional.
Doenças ocupacionais mais comuns: doenças osteomusculares
Além da dorsalgia e hérnias de disco, as LER/DORT (Lesões por Esforços Repetitivos e Distúrbios Osteomusculares) seguem entre as principais causas de afastamento.
Um levantamento recente indica que, entre 2018 e 2022, o Brasil registrou 34.345 notificações de LER/DORT, com prevalência entre mulheres.
A Previdência Social registrou mais de 600 mil casos de afastamentos por essas lesões em anos recentes. Trabalhadores de escritório, operadores de máquinas e profissionais da saúde estão entre os mais vulneráveis.
Soluções empresariais para reduzir o absentismo por condições de saúde
A maior causa de afastamento do trabalho no Brasil continua sendo as dores nas costas (dorsalgia), seguidas de hérnias e lesões de disco.
Ambas estão fortemente ligadas a condições ergonômicas e posturais, que podem ser prevenidas com ações estruturadas de SST (Saúde e Segurança do Trabalho).
Entenda como os serviços da Premium Saúde Ocupacional atuam contra esses riscos que levam ao afastamento:
1. Avaliação Ergonômica e PGR (Programa de Gerenciamento de Riscos)
A Premium oferece Avaliação Ergonômica Preliminar (AEP) e elabora o PGR.
Essas ferramentas identificam os riscos relacionados à postura, esforço repetitivo e sobrecarga da coluna, permitindo implantar ações preventivas antes que as dores e hérnias se agravem e gerem afastamentos.
2. Exames Ocupacionais (ASO)
Os atestados de saúde ocupacional (ASO) estão inclusos nos planos da Premium, assim como os envios desses ao eSocial (evento S-2220).
O exame clínico detecta precocemente alterações osteomusculares e de coluna, possibilitando o encaminhamento para tratamento antes de o trabalhador precisar se afastar por incapacidade.
3. Gestão de Saúde Ocupacional
A Premium disponibiliza um sistema de gestão que monitora a saúde dos colaboradores, controla prazos e vencimentos das ações preventivas e emite relatórios em tempo real.
Com esse acompanhamento contínuo, é possível agir preventivamente sobre os fatores de risco que mais causam afastamento: dores nas costas, lesões de disco e transtornos osteomusculares.
4. LTCAT e PPP Eletrônico
Para afastamentos que envolvem aposentadoria especial ou comprovação de exposição a agentes nocivos, a Premium elabora o LTCAT (Laudo Técnico das Condições do Ambiente de Trabalho) e o PPP eletrônico.
Esses documentos são essenciais para a correta caracterização do afastamento e para a empresa cumprir suas obrigações previdenciárias e tributárias junto ao eSocial.
5. Atendimento nacional e integração
Com unidades próprias em 11 cidades e rede credenciada em mais de 850 municípios, a Premium consegue implementar e acompanhar ações preventivas em todo o Brasil, garantindo que a política de SST seja aplicada de forma uniforme e padronizada.
Enquanto as dores nas costas lideram os afastamentos no país, a Premium Saúde Ocupacional entrega os instrumentos técnicos e a gestão necessários para identificar, monitorar e controlar esses riscos. Converse com nossa equipe.
Fontes:
Doenças afastaram 4,1 milhões de trabalhadores de suas funções em 2025 | Agência Brasil
Afastamento do trabalho por transtornos mentais cresce 68% no Brasil – Jornal da USP